77 98131-2355

NO AR

ETERNAS CANÇÕES

www.itapetingagospel.com

Brasil

ESTUDO BÍBLICO " Conhecendo a armadura de Deus"

Publicada em 12/03/19 as 19:15h por RÁDIO WEB ITAPETINGA GOSPEL - 8 visualizações


Compartilhe
   

Link da Notícia:

 (Foto: RÁDIO WEB ITAPETINGA GOSPEL)

A Lição passada e a de hoje estão intimamente relacionadas, visto que ambas se baseiam no mesmo contexto de Efésios 6, sobre a batalha espiritual contra o reino das trevas. Como dissemos no estudo anterior, aquela Lição era uma introdução para esta. Lá falamos sobre os inimigos contra quem combatemos; aqui falaremos sobre os recursos com que combatemos, a partir da metáfora militar usada pelo apóstolo Paulo na carta aos crentes de Éfeso. Sem estes recursos, estamos desprotegidos e suscetíveis aos impiedosos ataques do inimigo de nossas almas.

Antes de prosseguirmos, gostaria de te apresentar um conteúdo que pode lhe ajudar a melhorar suas aulas na Escola Bíblica Dominical. O curso produzido pelo Instituto Mundo Bíblico chama-se Bacharel Livre em Teologia. Clique aqui e saiba mais!

I. A guerra

1. Um assunto muito antigo

Desde os tempos dos personagens veterotestamentários até os nossos dias se tem ouvido falar de guerras por todo o mundo. A maioria delas, fruto da ganância e maldade no coração dos homens; algumas, conduzidas pelo Senhor para impor derrota aos seus adversários e adversários do seu povo eleito. Desde os dias de Moisés, o povo de Israel estava acostumado com batalhas e pelejas, isto é, no sentido literal da palavra. Quem não se lembra, por exemplo, daquele episódio em que os amalequitas pelejaram contra os hebreus em Refidim, e Arão e Hur seguravam as mãos estendidas de Moisés sobre o monte para que o povo de Deus continuasse vencendo a batalha? (Êxodo 17.8-13). Este é apenas um exemplo, dentre dezenas!

O próprio Deus de Israel é apresentado nestes termos no cântico de Moisés: “O SENHOR [Yavé] é varão de guerra; SENHOR [Yavé] é o seu nome” (Êx 15.3). Se os gregos nos dias do apóstolo Paulo criam que Atena era a deusa da guerra, os hebreus acertadamente exaltavam ao único Deus, o verdadeiro varão de guerra que impõe derrota a todos os seus inimigos! De fato, a antiga hinódia dos judeus estava repleta de referências ao Deus que batalha as batalhas de seu povo e lhes dá vitória.

De todos nós são conhecidos estes versos do salmo dos coraítas: “Vinde, contemplai as obras do Senhor; que desolações tem feito na terra! Ele faz cessar as guerras até ao fim da terra; quebra o arco e corta a lança; queima os carros no fogo. Aquietai-vos, e sabei que eu sou Deus; serei exaltado entre os gentios; serei exaltado sobre a terra” (Sl 46.8-10).

o rei de Judá, o piedoso crente Josafá, quando temeroso pelas ameaças dos moabitas e dos amonitas, Deus lhe assegurou por meio de uma palavra profética: “Nesta batalha não tereis que pelejar; postai-vos, ficai parados, e vede a salvação do Senhor para convosco, ó Judá e Jerusalém. Não temais, nem vos assusteis; amanhã saí-lhes ao encontro, porque o Senhor será convosco” (2Cr 20.17). Naquele episódio, os inimigos do povo de Deus “foram desbaratados” (v.22) e se autodestruíram (v. 23).

2. Uma nova cultura de paz

Nos tempos neotestamentários já não mais os judeus moviam guerra contra povos estrangeiros, pois era o grande império romano que dominava o mundo, e havia o que a literatura chama de pax romana, isto é, um longo período de paz propiciada pelo império romano. O próprio povo de Israel estava sob dominação dos romanos.

Enquanto no Antigo Testamento, Yavé movia seu exército para batalhar contra povos adversários, e essas batalhas eram realmente físicas e violentas, no Novo Testamento, com a revelação do Filho de Deus e a verdade e a graça que nele tiveram uma manifestação plena (Jo 1.17), somos chamados à uma cultura de pacificação (Mt 5.5,9), de tolerância para com os adversários (Mt 5.38-41) e de amor para com os inimigos (Mt 5.43-48).

Não somos chamados à uma luta armada, mas à pregação do evangelho a toda criatura (Mc 16.15) e em todas as nações (Mt 28.19), e à prática da oração por “todos os homens” (1Tm 2.1). Mesmo quando somos injustiçados e tentados a fazer guerra, o mandamento evangélico é: “Amados, nunca procurem vingar-se, mas deixem com Deus a ira, pois está escrito: ‘Minha é a vingança; eu retribuirei’, diz o Senhor” (Rm 12.9, NVI). Em Cristo, nossas beligerâncias precisam dar lugar à “paz que excede todo entendimento” (Fp 4.7). Igualmente imprescindíveis são o amor e paciência: “Ora o Senhor encaminhe os vossos corações no amor de Deus, e na paciência de Cristo” (2Ts 3.5).

A metáfora bíblica

A despeito de tudo o que dissemos no tópico anterior, permanece verdadeiro que continuamos hoje a travar batalhas diárias em meio a uma guerra que só findará por ocasião de nossa morte ou da vinda de Jesus Cristo – o que acontecer primeiro. Todavia, apesar de termos prenúncios bíblicos de que guerras violentas existirão entre os povos até os tempos do fim (Dn 9.26; Mt 24.6 – “é necessário que isso aconteça”, disse Jesus), as batalhas da Igreja não são carnais, mas espirituais. O mundo prosseguirá em guerra carnal, física, violenta (não temos visto isso no Oriente Médio?), mas a Igreja deve seguir lutando contra todas as “hostes espirituais da maldade” (Ef 6.12). É neste sentido espiritual que Paulo discorre no sexto capítulo da carta aos Efésios sobre o “equipamento de guerra” que a Igreja deve munir-se.

1. A armadura do soldado romano

Paulo era um homem muito perspicaz, e gostava de retirar lições espirituais das coisas ou assuntos cotidianos. Veja-se, por exemplo, quando ele faz a comparação entre a disciplina do atleta e a disciplina espiritual do cristão (1Co 9.25-27; 2Tm 2.5); ou ainda o soldado que não se embaraça com as coisas desta vida, dedicando-se ao seu chamado (2Tm 2.4) ou o lavrador que após o trabalho e a espera paciente, goza dos seus frutos (2Tm 2.6). Se Jesus usava muitos discursos parabólicos, tomando os fatos do dia a dia como ilustrações para os assuntos do Reino, Paulo recorreu frequentemente às metáforas com a mesma finalidade. Assim ele o faz quando toma a armadura do soldado romano como uma ilustração para nosso preparo e empenho nas batalhas espirituais diárias.

William MacDonald faz pertinente comentário introdutório a este contexto:

É provável que enquanto Paulo escrevia essa epístola fosse vigiado por um soldado romano vestido com sua armadura. Sempre pronto a ver no reino natural uma lição espiritual, ele faz a seguinte comparação: estamos cercados por inimigos formidáveis; devemos tomar toda a armadura de Deus, para podermos resistir quando o conflito atingir a sua mais intensa ferocidade. [1]

. Os limites da metáfora

Ao dizer que devemos nos vestir de “toda a armadura de Deus” (panoplia tou theou, no texto grego, Ef 6.11,13), Paulo está partindo da panóplia romana, isto é, a armadura completa. Como destaca o Dicionário Bíblico Wycliffe, “a palavra panoplia (…) é uma fusão de duas palavras gregas, pan (toda) e hopla (armas), e se refere ao equipamento completo de combate de um soldado” [2].

Apesar de comentaristas bíblicos apontarem para o fato de que Paulo omite algumas peças da armadura do soldado romano [3], como por exemplo a lança, o punhal e as grevas (parte da armadura que cobria as pernas, dos joelhos aos pés), devemos notar que as peças da armadura a que Paulo faz menção cobrem o corpo da cabeça (capacete da salvação) aos os pés (sandálias da preparação do evangelho da paz). Ou seja, o corpo inteiro está protegido! Portanto, são todas as armas suficientes para nos garantir resistência e vitória.

Em face disso, destacamos que as metáforas nunca devem ser interpretadas rigidamente. Observe que em 2Tessalonicenses 5.8 a couraça é da fé e do amor, enquanto aqui (Ef 6.14) é de justiça. Paulo poderia empregar livremente esta metáfora, até mesmo alterando a sua aplicação conforme a necessidade o pedisse. Não seria estranho se ele dissesse em outro momento que o escudo é a Palavra de Deus, ou que deveríamos tomar o “capacete da fé”. Como ressalta o pastor congregacional Martyn Lloyd-Jones, “não devemos ser demasiadamente mecânicos nas interpretações, ou começar a pensar que o apóstolo está se contradizendo. A preocupação do apóstolo é no sentido de que compreendamos a importância destes diferentes aspectos da nossa guerra espiritual, e que compreendamos que Deus fez uma provisão especial para cada parte em particular, bem como para o todo” [4].

3. A armadura de Deus

O profeta Isaías fez menções ao Senhor como um poderoso guerreiro que veste sua armadura para pelejar contra os homens malignos e trazer vitória ao seu povo. Diz por exemplo que “a justiça será o cinto dos seus lombos, e a fidelidade, o cinto dos seus rins”(Is 11.5), ou que o Senhor “vestiu-se de justiça, como de uma couraça, e pôs o capacete da salvação na cabeça; pôs sobre si a vestidura de vingança  se cobriu de zelo como de um manto” (Is 59.17).




ATENÇÃO:Os comentários postados abaixo representam a opinião do leitor e não necessariamente do nosso site. Toda responsabilidade das mensagens é do autor da postagem.

Deixe seu comentário!

Nome
Email
Comentário
 
Enquete
o que acham de nossa rádio ter um programa jornalístico???

 SIM
 NÃO







.

LIGUE E PARTICIPE

77981312355

Visitas: 1913
Usuários Online: 16
Copyright (c) 2019 - RÁDIO WEB ITAPETINGA GOSPEL